Entra ano, sai ano (desde 2015), e o Setembro Amarelo acontece, enquanto muita gente no Brasil (e também mundo afora), comete suicídio. Segundo reportagem no UOL Notícias, no Brasil, houve um grave aumento no percentual de suicídios entre adolescentes entre os anos de 2006 e 2015: absurdos 24%.

Segundo a Organização Pan-americana da Saúde, ligada à Organização Mundial da Saúde, “cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos“, sendo que para “cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam o suicídio a cada ano“.

Mas o que leva alguém a tentar se matar, a acabar com a própria vida? Que tipo de pensamentos passam pela cabeça de alguém que, digamos, aponta uma pistola para a própria cabeça e puxa o gatilho? Ou de alguém que enche a mão de remédios controlados e os ingere juntamente com uma garrafa de Vodka?

É bastante difícil responder a esta pergunta, até mesmo porque, obviamente, não existem meios de entrarmos em contato com aqueles que conseguiram realmente se suicidar. Temos os sobreviventes, estes sim capazes de nos fornecer informações úteis e, quem sabe, de extrema valia para quando entrarmos em contato com alguém que pensa em se suicidar.

A primeira coisa que temos que levar em consideração é que, geralmente, ninguém deseja, realmente, se matar: o desejo premente na mente do suicida é “matar a dor”, acabar com o sofrimento. Geralmente, é apenas isso.

Tamanha é a dor, o sofrimento, a angústia, a tristeza e os pensamentos negativos, que o suicida em potencial não pensa em mais nada. Muitos dizem, até, que todo suicida é egoísta, ao não pensar em mais ninguém no momento do ato, ao “ligar apenas para a sua dor”. Esta é uma verdade? Talvez. Estaríamos certos ao pensar assim? Quem sabe: mas quem somos nós para julgar?

E tal sofrimento pode estar ligado a uma série de causas, desde decepções amorosas até stress, passando por problemas no trabalho e, é claro, o Mal do Século, a maldita Depressão.

No Brasil, a campanha Setembro Amarelo, criada pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), busca conscientizar a todos que o suicídio é um grave problema de saúde pública. Mais: a campanha Setembro Amarela conta com informações destinadas a prevenção.

Se você conhece alguém que, de repente, perdeu o interesse por atividades antes prazerosas, ou que de repente começa a proferir frases do tipo “- Vou sumir”, “- Gostaria de desaparecer”, “- Preferiria estar morto”, cuidado: este pode ser um potencial suicida.

Vida

E não existe aquela história de que conversar sobre o tema é proibido: muito pelo contrário. Isto é balela. Conversar é saudável, e pode salvar uma vida. E se você não possui a força psicológica suficiente, procure quem tenha, indique o doente para um psiquiatra e/ou psicólogo, e permaneça sempre por perto. Ofereça sua ajuda. Diga o quanto a pessoa é importante para você.

O suicídio, quando infelizmente levado a cabo, é terrível. Mais: ele devasta famílias, destrói vidas (além daquela que se foi) e causa enorme prejuízo à sociedade, no sentido de que aquele que se foi era um ser pensante, que contribuía, de alguma forma, mesmo que pequenina, com algo e/ou alguém.

O suicídio é algo devastador dentro de uma família, e somente o apoio especializado, talvez, possa ajudar a quem está passando por períodos tão negros e tristes.

Não deixe, caso necessário, e mesmo que seja você o suicida em potencial, de buscar ajuda. Procure em faculdades, em centros comunitários, em AMAs, em CAPS, etc. Sua vida (ou a vida da pessoa com ideação suicida) é muito importante, muito mais do que você imagina.

E não deixe também de utilizar, caso necessário, o canal de prevenção abaixo. Mesmo que a necessidade surja após o final da campanha Setembro Amarelo: